Noites Libertárias

Vivemos pelas noites libertárias de excessos incertos em busca de flertes, bocas e mãos inconsequentes, cujas ações são responsáveis por ardências inexplicáveis e por intensas paixões que duram uma música. Corpos torneados se insinuam, seduzem, revelam intimidades, regados a Veuve Clicquot! A dois passos do auge, sobre a pia, há parte da viagem não consumida; contíguo está o jeans da moda, o Ferragamo, o Rolex, o que sobrou de “um alguém” e suas alucinações, mesclados à urina, a escarros, a marcas que se perdem por entre os pés afoitos que ali transitam e pelos dedos que caçoam do infeliz derrotado por seus limites. Os amigos, também alterados, ainda desfrutam de sua comanda ilimitada. A luz surge e dá-se a hora de recolher os cacos dos menos resistentes. A noite regada a “sexo”, drogas, e nem sempre rock’n’roll chega ao fim e contamos os dias pela próxima aventura. Nós, os jovens, estamos sempre famintos por mais diversão.

Eduardo Candido Gomes

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