Agora

Agora posso SER quem sou,
alguém que olha e vê
que sente e pode pensar,
que abraça a verdade
e o sentimento da realidade
no mais profundo,
no mais guardado de mim.

Agora eu posso TER
horizontes, olhar e ver
céus, estradas, veredas,
estreitos… e caminhos,
rumos tantos de mim,
contíguos, lassos, exos,
na paisagem de cada texto,
no dizer de cada gesto,
no expressar de cada palavra,
no externar de cada emoção,
na dúvida de cada olhar,
no repousar de cada mão!

Eu que me olha
como quem desdenha
do tempo e espera,
no silêncio, o abraço
de quem nunca irá partir
porque, quando há silêncio,
fala-se ao coração,
e, quando há palavra,
falam-se ao espírito canções
Onipresentes de Amor,
Oniscientes de Vida,
Onipotentes de Luz.

Agora
não tenhamos pressa,
o passado, o futuro
estão no presente
e nosso viver é primavera,
musa no coração de Deus.

 

J. Camelo Ponte

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