Arquivo do mês: novembro 2012

Sensações

Felicidade é nada sem seu paradoxo, por ele é rara, desejada, avassaladora, por ele é garimpada com os cuidados daquele que ambiciona o prêmio maior (…) sofisticado equilíbrio em que o menos nunca o é, e o mais é sempre efêmero.

Eduardo Candido Gomes

O silenciar dos sinos

A perplexidade tomou conta da comunidade católica carmelita da Bela Vista em São Paulo.

Os sinos da Basílica de Nossa Senhora do Carmo foram silenciados. Calou-se o símbolo da Boa-Nova. O som que prenuncia a memória do Santíssimo Sacramento no bairro, há mais de 70 anos, foi sumariamente interditado em menos de três meses.

Quando nós, católicos, estamos diante de uma situação difícil, nós nos perguntamos como Jesus agiria nesse momento. Ao que Ele nos responde: “Perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem”.

As badaladas recordam aos cristãos o nascimento e a ressurreição de Cristo, a vida eterna, revelada pelo sacrifício do Salvador.

O soar dos sinos é uma alegria, faz parte da celebração da vida!

É Natal! Vamos todos nos confraternizar ao redor do anúncio da chegada do Menino Jesus:

Bate o sino pequenino, sino de Belém

Gingle bells, gingle bells, gingle all the way…

Ao soar o sino, sino pequenino,

Vem o Deus-Menino nos abençoar…

 

Mônica d’Almeida

Agora

Agora posso SER quem sou,
alguém que olha e vê
que sente e pode pensar,
que abraça a verdade
e o sentimento da realidade
no mais profundo,
no mais guardado de mim.

Agora eu posso TER
horizontes, olhar e ver
céus, estradas, veredas,
estreitos… e caminhos,
rumos tantos de mim,
contíguos, lassos, exos,
na paisagem de cada texto,
no dizer de cada gesto,
no expressar de cada palavra,
no externar de cada emoção,
na dúvida de cada olhar,
no repousar de cada mão!

Eu que me olha
como quem desdenha
do tempo e espera,
no silêncio, o abraço
de quem nunca irá partir
porque, quando há silêncio,
fala-se ao coração,
e, quando há palavra,
falam-se ao espírito canções
Onipresentes de Amor,
Oniscientes de Vida,
Onipotentes de Luz.

Agora
não tenhamos pressa,
o passado, o futuro
estão no presente
e nosso viver é primavera,
musa no coração de Deus.

 

J. Camelo Ponte