Vivi

Vi Vivi viva
na bela Guanabara,
vi Vivi bela
na viva Guanabara,
a vi,
digo, Vivi,
sob os braços
redentores,
colorindo com
americanas
matizes
o sertão
de
Suassuna,
os versos
de
Augusto
dos Anjos,
os morros
da
cidade
do Império.

Vi Vivi viva
desfrutando
de
vindas e
idas,
de orlas
oscilantes,
de rosas,
em bronze,
que repousam
nas mesas de
ontem,
de beija-flores
apaixonados
que pairam,
para ouvir
Orfeu,
enquanto
pés apressados
banham-se
nas
ondas
portuguesas
de Copacabana.

Vi Vivi bela
em prantos
luminosos
que beijavam o
solo e
fomentavam
seu caminho,
cultivando amizades,
amores,
histórias,

declamando glossários
ao
áureo crepúsculo
do Jacaré,
que, acariciado
pela brisa do
entardecer,
aclama e aduz
distantes vagalumes
refletidos por
campos então
turquesa…

Vi
horizontes,
sonhos nascentes,
andejos
inquietos
que, como Vivi,
buscam
vivazes
pelo canto
dos colibris,
por primaveras
coruscantes,
pela
felicidade
encontrada no arco-íris
após a tormenta,
por sensações e sentimentos
que correm
por eitos
desconhecidos

que correm
por leitos
que não
desaguam no mar.

Digo
que vivi
e vi Vivi viva
e bela como sempre!

Eduardo Candido Gomes

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